Biologia >> O zumbido que assusta
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Introdução
Mosquitos: olho neles!
Dengue, febre amarela, encefalite são algumas doenças transmitidas por mosquitos. Os mosquitos são classificados no Reino Animal no filo Artrópoda da classe insecta. São, portanto, insetos.
Introdução
Mosquitos: olho neles!
Mas insetos também trazem prejuízos à pecuária e à lavoura. A larva da mosca-do-berne, por exemplo, desenvolve-se nos tecidos superficiais do corpo de mamíferos e aves, causando feridas e as moscas-de-frutas, põem ovos em vários tipos de frutos, dos quais as larvas se alimentam, causando grandes prejuízos econômicos à agricultura.
E os insetos ainda causam preocupação à saúde pública, com a proliferação dos mosquitos sugadores de sangue, piolhos, pulgas e outros insetos que podem transmitir doenças a seres humanos e animais domésticos.
Dengue, Malária, Febre Amarela e Filariose são exemplos de doenças transmitidas por mosquitos.
Disenterias são causadas por moscas que transmitem vírus e bactérias, barbeiros transmitem a doença de Chagas e as pulgas são vetores da peste bubônica.
E, voltando ao tema do nosso estudo, dengue, malária, febre amarela e filariose são alguns exemplos de doenças transmitidas por mosquitos. Na verdade, estima-se que as cerca de três mil espécies de mosquito conhecidas possam transmitir mais de 200 tipos de vírus, além de protozoários e vermes.
Dengue, Zika e outras
Há vários verões as notícias se repetem: epidemias de dengue por todo o país, com mortos e muito sofrimento para as famílias envolvidas, sobrecarga nos serviços de saúde pública, campanhas de esclarecimento, mutirão de vizinhos.
Mas nada parece deter o bichinho...
Se formos conversar com uma pessoa mais velha, com mais de 60 anos, ela certamente dirá: no meu tempo de criança não tinha dengue!
Entretanto, a dengue já aparece como doença do Brasil desde 1851, no tempo do Império! Mas foi considerada eliminada no início do século XX, lá por volta de 1930, até voltar no final do século, lá por volta de 1985.
Uma coisa que precisamos saber: um mosquito, o Aedes Aegypti, nos países de clima tropical, é o transmissor da dengue.
Dengue, Zika e outras
Quem causa a doença é um vírus, que esse mosquito carrega.
Entendeu?
Depois do acasalamento, a fêmea do Aedes aegypti busca uma poça ou um outro local onde exista água parada para depositar cerca de 300 ovos.
Em quase todos as espécies de mosquitos, somente a fêmea se alimenta de sangue - elas precisam do sangue para produzir ovos. .Desses ovos sairão larvas, que se desenvolverão até virarem mosquitos.
O ciclo de transmissão do vírus do dengue começa em uma pessoa que já esteja infectada com a doença. O Aedes aegypti adquire o vírus quando se alimenta do sangue do doente. No entanto, para que isso aconteça, é necessário que a pessoa apresente o vírus circulando em seu sangue, no período denominado viremia e que dura em média 5 dias.
Dengue, Zika e outras
O mesmo mosquito que transmite a dengue, o Aedes aegypti, é também o responsável pela transmissão da febre Chicungunha e da febre Zika, doenças que recentemente começaram a ser notificadas.
Febre Chicungunha
Causada pelo vírus CHIKV e transmitido pela picada dos mosquitos fêmeas Aedes aegypti e também Aedes albopictus, a Chicungunha é uma doença que apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, mas como o vírus ataca as regiões das articulações, a pessoa sente fortes dores nas juntas, além de vermelhidão e calor local.
O nome Chicungunha, ou Chikungunya vem do dialeto Makonde, da Tanzânia, local onde o vírus foi isolado pela primeira vez, e que quer dizer "aqueles que se dobram" porque a pessoa começa a andar curvada por sentir tantas dores.
A partir de 2004 o vírus foi se alastrando para os demais continentes causando epidemias e no Brasil os primeiros casos foram observados em 2014. O vírus provavelmente entrou no país através de viajantes oriundos de países com a doença. Como no Brasil há uma prevalência dos mosquitos transmissores (Aedes aegypti e o Aedes alcopictus) e as pessoas não tinham anticorpos para combater o vírus, rapidamente iniciou-se o surto de Chicungunha em várias regiões do país.
Para se ter o diagnóstico de Febre Chicungunha, além do exame clínico é feito um exame sorológico (de sangue) para saber se existem anticorpos específicos para combater o vírus CHIKV no sangue da pessoa, o que indica que o vírus está circulando no organismo e as células de defesa estão produzindo anticorpos para combatê-lo.
Dengue, Zika e outras
Febre Zika
A Febre Zika é causada pelo vírus ZIKV, também oriundo do continente africano, havendo registro de população contaminada desde 1954. No Brasil, os primeiros registros ocorreram em 2013 e provavelmente o vírus chegou junto com viajantes infectados. Como em nosso país há proliferação de mosquitos Aedes aegypti e as pessoas não possuem anticorpos contra o vírus, foi muito fácil sua disseminação.
Entre 3 a 12 dias após a picada do mosquito a pessoa percebe os sintomas, semelhantes aos da dengue, porém em menor escala, com dores nas articulações e febre, além de coceira e comichão na pele e manchas avermelhadas.
Por se tratar de uma doença recente no Brasil, a atual preocupação é quais outras podem estar relacionadas com o zika vírus. Recentes estudos apontam ligação do vírus com casos de microcefalia em bebês de mulheres infectadas durante a gravidez.
A microcefalia é uma anomalia congênita em que há uma alteração no tamanho do crânio do recém-nascido, que fica bem abaixo da média. Ela pode deixar graves sequelas na criança como déficit intelectual, paralisia, convulsões, epilepsia, autismo, rigidez muscular e até problemas na visão e audição.
Também não há tratamento específico, apenas medicamentos para baixar a febre e diminuir as dores.
Dengue, Zika e outras
Agente de saúde mostrando um folheto sobre a dengue.
O trabalho de controle da dengue e das febres Chicungunha e Zika é feito por agentes de saúde, conhecidos como "mata-mosquitos", que visitam as casas, lojas, clubes, enfim, os lugares onde o mosquito pode se desenvolver. Eles precisam examinar com cuidado garrafas de água, pneus e plantas, coletar amostras de água para estudo e aplicar inseticida nos lugares em que encontram larvas do Aedes Aegypti e do Aedes alcopictus. Mas a maior parte do trabalho pode ser feito por nós, dentro de casa e na rua, eliminando possíveis lugares onde a fêmea possa colocar seus ovos. Lembre-se de que ela gosta de locais com água parada.
Dengue, Zika e outras
Porque é preciso que os locais de desova dos mosquitos sejam eliminados. Estes locais são muito comuns: qualquer local com acúmulo de água já se torna ambiente propício para as fêmeas depositarem seus ovos que aí se desenvolvem normalmente. Pneus, garrafas, pratos de vasos de plantas, caixas d’água destampadas, garrafas pet, embalagens de iogurte, ralos. Então, mãos à obra! Mantenha tudo limpo, sem objetos que possam servir de berçário para o pernilongo. Muitas vezes as pessoas não se dão conta de que, em sua casa, ou muito perto dela, há focos de dengue.
A Febre Amarela
No início de 2008 o Brasil foi alertado para o reaparecimento da febre amarela urbana, doença considerada erradicada desde 1942, o que levou o Ministério da Saúde a triplicar a encomenda de vacinas contra a doença, de forma a dar segurança às pessoas nas áreas de risco.
Assim como a dengue, a febre amarela também tem como transmissor o mosquito Aedes Aegypti. Apesar da existência de vacina para prevenção desta doença, o que não ocorre com a dengue, a febre amarela é também mais uma das doenças chamadas "emergentes" no país.
Há duas formas de expressão da febre amarela, a urbana e a silvestre. A forma silvestre não é erradicável, ou seja, não se consegue diminuir sua incidência, porque a circulação do vírus entre primatas das florestas tropicais é natural.
A forma urbana voltou a se manifestar, de forma preocupante, no início de 2008 porque pessoas não vacinadas, ao viajarem para regiões de cerrado e florestas, foram picadas pelo mosquito infectado com o vírus, comum nessas regiões, e ao voltarem para as regiões urbanas serviram como fonte de infecção para o Aedes aegypti, já presente na área urbana, restabelecendo a cadeia de transmissão.
A Febre Amarela
Você lembra que dissemos que o mosquito é o transmissor do vírus, ou seja, ele carrega o vírus. Se o vírus não existir, não existe doença. A transmissão só ocorre quando o mosquito pica a pessoa infectada e depois pica uma pessoa sadia.
A vacina contra febre amarela é recomendada para toda a população a partir dos 9 meses de idade, tanto para residentes nas áreas de risco de transmissão quanto para os que viajarem para lá. A vacina dá imunidade, ou seja, protege, por pelo menos 10 anos, e para fazer efeito deve ser aplicada 10 dias antes do deslocamento da pessoa para uma área de risco.
A Febre Amarela
Por que doenças já erradicadas voltam?
O reaparecimento destas doenças que já haviam sido erradicadas está relacionado a questões ambientais. A degradação do meio ambiente com a destruição das florestas provoca diminuição e até extinção de animais. O homem avança para a floresta construindo habitações de forma desordenada e, assim, os mosquitos multiplicam-se e proliferam transmitindo ao homem os microrganismos causadores de doenças.
Nas áreas urbanas, a falta de infraestrutura, com precário saneamento básico e acúmulo de lixo, ocasionam o aumento da população de mosquitos e outros vetores de doenças. A falta de esclarecimento e sensibilização da população para estas questões também aumentam as chances da emergência destas doenças.
Malária e Filariose: outras doenças transmitidas por mosquitos
A malária é uma doença causada por protozoários, seres unicelulares,
do gênero Plasmódio e é transmitida ao ser humano pela picada da
fêmea do mosquito Anopheles, infectado por Plasmodium.
A malária ocorre principalmente nas zonas equatoriais e tropicais, e é
a doença parasitária que mais mata no mundo. Só no Brasil, ocorrem
dezenas de milhares de casos de malária por ano, e 99% se localizam
na Amazônia.
Existem quase 100 espécies de plasmódios, mas geralmente são quatro que parasitam o homem: Plasmodium falciparum, Plasmodium malariae, Plasmodium vivax, Plasmodium ovale.
A pessoa infectada pelo plasmódio apresenta febre alta, acompanhada de calafrios, muito suor, dor de cabeça, náuseas, vômitos e fadiga isto porque ocorre a ruptura de hemácias.
Infelizmente não existe vacina contra a malária e a prevenção se dá pelo uso de repelentes contra mosquitos, uso de redes de proteção nas janelas, mosquiteiros nas camas e evitar exposição ao ar-livre nos horários em que há mais mosquitos, no amanhecer e anoitecer.
Malária e Filariose: outras doenças transmitidas por mosquitos
Filariose ou Elefantíase
A filariose é uma doença causada pelo nematóide (verme) Wuchereria bancrofti, e é transmitida ao homem pela picada do mosquito Culex quinquefasciatus (pernilongo ou muriçoca).
É uma doença restrita a áreas de focos dos mosquitos infectados pelos plasmódios, geralmente regiões tropicais.
As filárias vivem nos vasos linfáticos, onde causam obstruções, provocando enormes inchaços. Além dos inchaços os sintomas gerais são febre, muita dor de cabeça e mal estar.
Mosquito Culex
Pessoa com filariose


