Geografia >> Placas tectônicas
- Introdução
- menu1pag2
- menu1pag2
- menu1pag2
- A Teoria da Deriva Continental
- menu3pag3
- menu3pag3
- Tipos de contato
- menu3pag3
- menu3pag3
- menu3pag3
- menu3pag3
- menu3pag3
- menu3pag3
- menu3pag3
- menu3pag3
- menu3pag3
- menu3pag3
- menu3pag3
- menu3pag3
- menu3pag3
- Desafios
- menu3pag3
- menu3pag3
Placas tectônicas
Como se formaram os grandes relevos do Planeta Terra?
Como se formaram as Cordilheiras dos Andes e do Himalaia?
E por que, no Brasil, não há grandes montanhas atualmente?
Os grandes relevos estão localizados no contato das placas tectônicas?
E o que são placas tectônicas? Você sabe?
?
Vamos saber mais nas próximas páginas!
Placas tectônicas
A Teoria das Placas Tectônicas afirma que a crosta terrestre é formada por vários "pedaços", que chamamos de placas tectônicas.
Na verdade, são dezenas de placas que formam, sobre a superfície terrestre, um conjunto semelhante a um gigantesco quebra-cabeça bem arrumadinho.
Clique na imagem para ver como estão distribuídas as placas tectônicas na superfície terrestre! Passe o mouse pelas placas e conheça os seus nomes!
Placas tectônicas
Como essas placas se movimentam?
A Terra possui três camadas principais: Crosta Terrestre (Ou Litosfera), Manto e Núcleo.
A Crosta terrestre é a parte mais rígida, aonde construímos a nossa casa. Sob a litosfera, há o manto, composto por um material pastoso, que denominamos de manto. Por fim, o núcleo é a última camada, com grande rigidez, composta de ferro de níquel.
O manto constitui uma camada importante na mobilidade da litosfera, não só por ser constituída por materiais viscosos, mas também por nela se desenvolverem as correntes de convecção.

Placas tectônicas
Mas, o que é corrente de convecção?
O manto possui temperaturas que variam entre 1.200ºC e 3.700ºC. Essas diferenças térmicas formam as correntes de convecção que influenciam no deslocamento das placas tectônicas, provocando atividades vulcânicas e terremotos.
Veja a figura. As correntes de convecção são semelhantes ao movimento da água, quando a aquecemos em uma panela. Caso coloquemos pedaços de madeira na superfície da água, eles vão se movimentar, acompanhando os movimentos convectivos, não é mesmo?
A Teoria da Deriva Continental
Você já parou para reparar o quanto os contornos da América do Sul parecem se encaixar com a parte da costa africana?
Pois bem, um curioso cientista, chamado Alfred Wegener, também observou o fenômeno e pensou bastante até elaborar uma teoria, ainda no século XVI, para explicar tal análise. Ele propunha a ideia de que os diversos continentes que hoje conhecemos, estiveram unidos, no passado. Esta teoria é conhecida pelo nome de Deriva Continental. Wegener sugeriu suas ideias, baseando-se numa grande variedade evidências geológicas.
A Teoria da Deriva Continental
Quer ver um exemplo? A similaridade entre os fósseis encontrados em diferentes continentes. Veja na animação, as áreas de atuação dos diferentes animais e vegetais que viveram no passado geológico da Terra.
A Teoria da Deriva Continental
Wegener chamou o continente original de Pangea, e propôs que a sua partição começou há cerca de 200 Milhões de anos. E, ao longo do tempo, os continentes não pararam mais de se movimentar! A quebra do supercontinente Pangea originaria, inicialmente, duas grandes massas continentais: a Laurásia e Gondwana. Por sua vez, Laurásia e Gondwana teriam continuado o processo de separação, originando os continentes que conhecemos na atualidade.
Veja o esquema da separação dos continentes, na figura abaixo. Verifique que cada etapa da separação ocorreu num determinado período do tempo geológico.
Tipos de contato
Você sabia que os contatos entre as placas possuem características diferentes? Como cada placa possui um movimento com velocidade, direção e sentido diferentes, elas podem se afastar, colidir e até mesmo passar lado a lado... Na verdade, a ciência costuma separar esse contato entre as placas tectônicas em três situações diferenciadas. Vamos conhecê-las?
Movimento Divergente ou Construtivo
Aqui temos um modelo de um contato divergente entre placas. Note, pela direção das setas, que as placas estão se afastando e o magma, presente em grandes profundidades, acaba por extravasar e atingir a superfície, no meio delas.
Tipos de contato
Movimento Divergente ou Construtivo
Esse movimento contínuo, durante milhares de anos, acabou por gerar a formação do Oceano Atlântico, entre os continentes sul-americano e africano, e gerando uma grande cordilheira montanhosa, chamada de Dorsal Mesa-Atlântica. As cristas dessa Dorsal formam as ilhas do meio do Oceano, como é o Arquipélago Fernando de Noronha.
Tipos de contato
O fundo oceânico entre a América do Sul e a África tem um relevo bastante montanhoso, exatamente porque o movimento divergente das placas tectônicas tem gerado grande rugosidade no assoalho submarino.
Em 2009, um avião da Air France, caiu no território brasileiro, a 800km do Arquipélago de Fernando de Noronha (Na figura, com a sigla FN). Mesmo com esforços conjuntos, entre Força Aérea Brasileira e a Marinha da França para localizar os destroços da aeronave, não conseguiam achar a caixa preta exatamente porque o fundo oceânico local era extremamente montanhoso, dificultando as buscas!
Na época, a França informou que sabia onde estava o equipamento, mas que eram remotas as chances de recuperá-lo.
Na verdade, o Arquipélago Fernando de Noronha está localizado próximo a essa importante Dorsal Meso-Atlântica. Por isso, o relevo é bastante íngreme, com inúmeras montanhas.
Tipos de contato
Movimento Convergente ou Destrutivo
Esse movimento ocorre quando duas placas se movem uma em direção à outra. Chocam-se entende? Elas podem formar uma zona de subducção (se uma das placas mergulha sob a outra) ou uma cadeia montanhosa (se as placas simplesmente colidem e se comprimem uma contra a outra). Vamos ver cada um deles.
Situação 1: Colisão continente-oceano
Cada placa tectônica tem uma borda, que pode ser continental ou oceânica. Nesse caso, há um choque entre uma borda de cada tipo. Notem, pela direção das setas, que as placas estão entrando em "choque" uma com a outra. Aquela que tem maior densidade (mais pesada) mergulha sob a que tem menor densidade, formando uma zona de subducção.

Tipos de contato
Movimento Convergente ou Destrutivo
Situação 1: Colisão continente-oceano
A placa mais pesada, ao deslizar para baixo de outra, acaba quebrando ou derretendo, com o calor da Terra. Por sua vez, a placa de cima sofre inúmeras fissuras, por onde sai o magma, que vai formar as montanhas.
Tipos de contato
Movimento Convergente ou Destrutivo
Situação 1: Colisão continente-oceano
Esse fenômeno ocorre em várias situações em nosso Planeta e um bom exemplo é na América Central, no contato entre as Placas de Cocos e Caribenha. A Cordilheira dos Andes foi originada pela subducção da Placa de Nazca sob a Placa Sul-americana. Os Andes são uma vasta cadeia montanhosa formada por um sistema contínuo de montanhas ao longo da costa ocidental da América do Sul. Seu maior cume é o Aconcágua (na Argentina), com 6962 m de altitude. É o ponto mais alto do continente americano.
Tipos de contato
Movimento Convergente ou Destrutivo
Situação 2: Colisão continental
Nesse caso de colisão, as duas bordas das placas tectônicas são continentais. No entanto, por apresentarem a mesma densidade, não há mergulho de uma sob a outra. Elas se comprimem bastante, formando um grande relevo, como é o caso dos Alpes Suiços, na Europa. A Cordilheira do Himalaia também foi originada pela deformação causada por esse tipo de contato das placas tectônicas.
Tipos de contato
Movimento Convergente ou Destrutivo
Situação 2: Colisão continental
O Himalaia é a mais alta cadeia de montanhas do Planeta, também conhecido como o "Teto do Mundo". É onde se localizado o Pico do Everest, com mais de 8.000m de altitude. A sua formação iniciou-se há cerca de 70 milhões de anos, quando a placa Indo-australiana se moveu rumo ao norte e colidiu com a placa da Eurásia.
Tipos de contato
Movimento Convergente ou Destrutivo
Situação 2: Colisão continental
A formação da Cordilheira continua a acontecer. Você sabia que o Himalaia cresce 5 mm ao ano? Essa atividade toda faz com que a região de entrono seja sismicamente ativa, induzindo terremotos periodicamente.

Tipos de contato
Movimento Convergente ou Destrutivo
Situação 3: Colisão Oceano-oceano
Quando ocorre a colisão de duas placas de bordas oceânicas, geralmente há o fenômeno de subducção, também. Nesse caso, há a formação de um arco de ilhas, à medida que uma placa mergulha sob a outra. O arco é formado a partir da atividade vulcânica gerada com a abertura das fissuras na placa sobrejacente. A forma de arco aparece devido à esfericidade da superfície terrestre.
Tipos de contato
Movimento Convergente ou Destrutivo
Situação 3: Colisão Oceano-oceano
Ao lado do arco de ilhas, também ocorre a formação de uma profunda fossa submarina. Bons exemplos deste tipo de convergência de placas são as ilhas do Japão e as Ilhas Aleutas, no Alasca.
Outro bom exemplo é a Fossa das Marianas! É o local mais profundo dos oceanos, com mais de 11km metros de profundidade. É quase a Cordilheira do Himalaia ao contrário! Localiza-se no Oceano Pacífico, a leste das Ilhas Marianas, na fronteira convergente entre as placas tectônicas do Pacífico e das Filipinas.
Tipos de contato
Movimento Convergente ou Destrutivo
Situação 3: Colisão Oceano-oceano
As fossas oceânicas não possuem nenhuma forma de luz, é uma grande depressão escura que também possui uma grande pressão atmosférica, fato que bloqueia a presença de animais marinhos e dos homens. Somente alguns tipos de bactérias resistem nesse ambiente!

Tipos de contato
Movimento Transcorrente ou Transformante
Nesse caso, não há afastamento ou encontro das placas. Elas simplesmente se movimentam uma do lado da outra.
Na verdade, o que acontece? As placas não podem pura e simplesmente deslizar uma pela outra, por causa da fricção das bordas, que não são lisinhas. Então, as correntes convectivas vão forçando a movimentação e a tensão vai se acumulando em ambas as placas. Quando atinge um nível tal, em qualquer um dos lados da falha, que excede a força de atrito entre as placas, a energia potencial acumulada é libertada sob a forma de movimento ao longo da falha.
As quantidades maciças de energia libertadas neste processo são causas de terremotos!
Tipos de contato
Movimento Transcorrente ou Transformante
Um bom exemplo é o que ocorre entre a Placa Caribenha, que vai para Leste, e a Placa Norte-americana, que vai para Oeste. O terremoto no Haiti, no início de 2010, foi causado por esse movimento transcorrente. O melhor exemplo é a falha de Santo André (ou San Andreas), na Califórnia, limitando a Placa Americana (com movimento geral na direção Sudeste), da Placa do Pacífico (com movimento geral na direção Noroeste). A Califórnia possui vários vulcões, muitos ainda ativos. Lembre-se de que este estado abriga grandes cidades norte-americanas, como Los Angeles, São José, San Diego e São Francisco. A capital cinematográfica, Hollywood, localiza-se nesse lugar! Por isso, os seus terremotos são famosos porque acontecem frequentemente e atingem áreas densamente habitadas.
Desafios
Clique na opção correta:
1) A crosta terrestre é formada:
- Por uma placa única
- Várias placas
- Pelo manto
- Por montanhas
2) O nome da teoria que descreve o movimento das placas tectônicas é:
- Deriva continental
- Deriva tectônica
- Deriva de placas
- Movimento tectônico
Desafios
Clique na opção correta:
3)As placas que se deslocam lado a lado sem se afastar ou se encontrar caracterizam o:
- Movimento divergente
- Movimento convergente
- Movimento transcorrente ou transformante
- Movimento aleatório
4) O movimento em que as placas tectônicas se encontram é chamado de:
- Movimento divergente
- Movimento convergente
- Movimento transcorrente ou transformante
- Movimento aleatório
